Fenômeno “Seje”

novembro 27, 2008

http://rascunhosnanet.blogspot.com/

Já faz algum tempo que se nota a presença incomoda do “verbete” “seje” em nosso cotidiano. Não que a língua portuguesa seja fácil, mas é quase deliberado o uso do “vocábulo”. Vez por outra ele é percebido em entrevistas, em novelas e pasmem, até mesmo vindo da boca de quem não devia – universitários, bacharéis, autoridades e políticos, só para citar alguns.
Tudo bem que é um verbo irregular e por isso tem um quê a mais de dificuldade, mas será que lá no coleginho da tia Tetéia não foi pelo menos uma vez conjugado? Ou lembrado mais recentemente?

O que impressiona é a quase forçada pronúncia do “seje”. Acredito que na maioria das vezes até o próprio interlocutor sinta certa estranheza ao proferi-lo. Mas, mesmo assim a utilização é reiterada. Exagero? Pesquisa rápida: Google: “seje”: 3,8 milhões de ocorrências. Ah, dentre elas temos as que corrigem o erro crasso. Novo exame: seje -seja -erro: 1,36 milhão. Se reparar bem, vai até notar alguns anúncios usando o “termo”! Nova busca: “seje” no Orkut, resultado, mais de 1000, entre elas 204 comunidades – claro que algumas são justamente – ainda bem – para criticar o uso errôneo da “palavra”.

Nem o YouTube escapa. Alguns vídeos achados: “Se for amor que seje verdadeiro” – vai ver o amor não é tão verdadeiro assim; “Viva e seje feliz” – será feliz e ignorante por toda a vida; “Seje vc um Rocky” – esse nunca será um Rocky; e até um assassinato de um verso de Vinicius de Moraes: “E que seje eterno enquanto dure” – com certeza alguma coisa vai durar pouco.

Uma explicação plausível para tanta incidência do equívoco é que no presente do subjuntivo o “e” final seja usado com bastante freqüência – desculpe-me pelo eco. Mas, essa desinência só ocorre – em regra – nos verbos da primeira conjugação, final “ar”. Ou seja, somente para verbos como estar, falar etc. Já os da segunda e terceira formam – não sei se há exceções – em “a” assim como o nosso seja.

O fato é que de tanto ouvir alguns menos letrados ou desatentos acabam se viciando no “seje” e o dão como certo. Um verdadeiro fenômeno. Fica uma dúvida será que existe erro verbal mais comum que esse?

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Oração de São Francisco de Assis

março 3, 2008

Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que
ser amado.
Pois é dando que se recebe. É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

Glorioso São Francisco, Santo da simplicidade, do amor e da alegria.
No céu contemplais as perfeições infinitas de Deus.
Lançai sobre nós o vosso olhar cheio de bondade.
Socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e corporais.
Rogai ao nosso Pai e Criador que nos conceda as graças que pedimos por vossa
intercessão, vós que sempre fostes tão amigo dele.
E inflamai o nosso coração de amor sempre maior a Deus e aos nossos irmãos,
principalmente aos mais necessitados.
São Francisco de Assis, rogai por nós.

Amém.

O que é uma crônica?

junho 22, 2007

Tramway - Jean Pougny
Faz muito tempo que tropeço nessa pergunta no momento de classificar um texto. Normalmente fico confuso e tendo a ter dúvidas se o que acabei de escrever é um conto ou uma crônica. Aliás, acho que essa baralhada é mais comum do que se imagina. Navegando pela Internet, notei algumas crônicas com cara de conto e vice-versa.
Depois de me afundar em livros, enciclopédias e links na Web me atrevo a dar uma definição sucinta do que vem a ser uma crônica:

Reflexão a respeito de fatos cotidianos, no qual se incluem doses de sarcasmo e inventividade na percepção dos acontecimentos.

Ou seja, se não se encaixar nisso há uma grande chance de ser um conto.

Outras idéias a respeito:
– Compilação de fatos históricos refletindo, com argúcia e oportunismo, a vida social, a política, os costumes, o cotidiano etc. do seu tempo em livros, jornais e folhetins.

– Artigo de jornal que, em vez de relatar ou comentar acontecimentos do dia, oferece reflexões sobre literatura, teatro, política, acidentes, crimes e processos, e sobre os pequenos fatos da vida cotidiana, enfim, sobre todos os assuntos.

– Coluna de periódicos, assinada, com notícias, comentários, algumas vezes críticos e polêmicos, em torno de atividades culturais (literatura, teatro, cinema etc.), de política, economia, divulgação científica, desportos etc., atualmente tb. abrangendo um noticiário social e mundano

– Relato curto, em primeira pessoa, que narra uma experiência comum, cotidiana e dela tenta extrair alguma conclusão mais ou menos explícita, quase sempre de caráter lírico

– Noticiário a respeito de fatos atuais

– Matérias predominantes da crítica de costumes, a crítica política e social, onde o cronista, em algumas ocasiões, assume o lado das classes menos favorecidas.

– Texto literário breve, em geral narrativo, de trama quase sempre pouco definida e motivos, na maior parte, extraídos do cotidiano imediato

– Seção de um jornal em que são comentados os fatos, as notícias do dia: crônica política, teatral.

– Gênero literário que consiste na apreciação pessoal dos fatos da vida cotidiana.

Fontes:
– HOUAISS, Koogan. Enciclopédia Eletrônica Koogan Houaiss
– BARBOSA, Gustavo. Dicionário de Comunicação. Rio de Janeiro: Campus
– CUNHA, L. Nas páginas do tempo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. p. 14.
– HOUAISS, Koogan. Dicionário Koogan Houaiss. Editora Objetiva
– Jornal (in)formação e ação
Cecília Pavani (Org) – Editora Papirus
http://www.correioescola.com.br/2003/06/04/materia_ces_64549.shtm
– Café Impresso
http://www.cafeimpresso.com.br/Cronicas/2005/050404.htm
-Sá, Jorge de. A Crônica – Editora Ática – 94 págs – 1997
http://www.webwritersbrasil.com.br/detalhe.asp?numero=193
http://www.webwritersbrasil.com.br/arte_croni.asp
– Regina Célia
http://regina.celia.nom.br/lit.1.3histcronica.1.htm

Tragédia no Metrô do Rio de Janeiro

dezembro 23, 2008

Eram seis horas, hora do rush e o metrô estava cheio, digo apinhado. As pessoas se espremiam, acotovelavam. Os mais sortudos estavam sentados ou encostados nas paredes, os demais sofriam a cada parada brusca ou movimento mais sacolejante. Alguns passavam em suas faces, o sofrimento, mas a maioria encarava de modo normal, cotidiano, quase como acordar e abrir os olhos – era parte da rotina e da luta do dia-a-dia. Suor, respirações ofegantes, o encostar-se a outro ser “desagradante”. Fazer o quê se aquele era o melhor transporte? Carro? Quê carro? Ônibus? Inda pior. A pé, impraticável. O movimento às vezes dava sono e embalava os “cansados da batina”.

De repente, acelerou. Muito correu. Assim. Assim como nunca tinha se visto. Estranho. Todos se entreolharam, atônitos, sem conseguir dizer nada. Criaram um clima de normalidade no anormal – porque as pessoas fazem isso? – Numa situação quase blasé tudo continuou até que a luz diminuiu, então as pessoas imediatamente voltaram do transe, mulheres soltaram gritinhos e homens começaram a bater nas paredes, algo de esquisito estava acontecendo. E o movimento dos vagões aumentava, a estação que seria a próxima parada, passou quase que num flash, uns dois ou três segundos quando deveria demorar uns vinte.

Num novo relance, as portas se abriram, pessoas caíram nos trilhos. Ouviam-se os gritos, morriam queimados em instantes. O terror tomou conta de todos, se debruçavam sobre as cadeiras, se apoiavam um tudo que podiam. Puxavam os mais fracos usando-os como escudos de proteção. Era cada um por sua conta e vida. Uma luta angustiante. Os olhos das pessoas mostravam pavor, de seres humanos viraram criaturas, lutando pela sobrevivência. E seguia desgovernado o trem, nova estação passava, agora, deserta. Estávamos à mercê. Sentíamos que todos tinham ido embora e que algo de muito grave estava acontecendo, as máquinas não obedeciam, os celulares estavam loucos, quando tinham sinais emitiam chiados que deixavam qualquer conversa incompreensível. Era 10 de janeiro de 2009 a real data da virada do milênio e o mundo estava acabando. Quando finalmente acordei. Ô pesadelo monstruoso. Pior, 10 de janeiro ainda não chegou.

Sonho de criança

dezembro 12, 2008

Quando criança tinha um sonho, ter uma namorada, momentos felizes com ela, me divertir ser carinhoso e fazê-la me amar. Pensar que eu fora o único a poder torná-la feliz por toda a vida. Ver no sorriso dela uma vitória, um agradecimento a Deus por ter uma menina linda, maravilhosa e alegre perto de mim. Como ingênuo e inteligente eu era. Não sabia que aquilo era uma quase uma utopia e que havia muito mais a fazer. Como inteligente fora ao perceber a essência da felicidade em pequenos gestos e momentos.

Uma criança cheia de ideais, lindos, maravilhosos e que perduraram por toda a vida. Hoje um adulto maduro, às vezes imaturo, mas que sabe viver, às vezes não, mas que sabe o valor de cada ação de bem e preza profundamente por cada uma. Vivamos assim em harmonia como num coração jovem, como um sonho de criança. Para quê tantas desavenças, ganâncias, brigas, lutas, guerras? O que há de mais terno em uma alma de anjo?

 

É outono?

dezembro 4, 2008

Autumn - Marilyn Greenberg
Ao longe as verdes folhas caem. O verniz de cada uma refletido aos raios do Sol me lembra o brilho dos seus olhos sorridentes.
É inverno eu sei e meu coração anseia pelo calor do seu corpo. Quer o carinho de suas mãos e o aconchego do seu ventre.
Sou verão e te aqueço nos amplexos cinturados e nas cópulas vespertinas. Febril como nosso romance.
É primavera e nosso amor é um sonho. Desvairo de carinhos e desejos.

COBIT

dezembro 3, 2008

Cobit – Resumo – Parte I
http://tecnasopa.blogspot.com/

O que é?
É o acrograma de Control OBjectives for Information and related Technology, mal traduzindo e bota mal nisso são os objetivos de controle da informação e tecnologias relacionadas.
Tem como missão investigar, desenvolver, divulgar e promover um modo atualizado e internacionalmente aceito em termos de governança de TI. É adotado como forma de controle por boa parte das empresas em seu dia-a-dia. É utilizado por gestores empresariais, profissionais de TI e da área relacionada a segurança.
Mas, para quê isso serve?
Para assegurar que os executivos de TI sigam a direção estratégica pré-estabelecida (executivos e conselho de administração); para avaliar a tomada de decisões de investimento, para balancear risco e investimento em controle dentro de um ambiente de TI, para comparar ambiente de TI presente e futuro (gerentes de negócio e de tecnologia); para obter a garantia na segurança e nos controles dos produtos e dos serviços fornecidos internamente ou por terceiros (usuários) e para respaldar opiniões à gerência sobre controles internos e recomendar os controles mínimos que são necessários (profissionais de governança, auditoria, controle e segurança).
Como o Cobit atende às necessidades empresariais? De que forma ele segue uma linha? Quais são suas regras? Como ele funciona?
O Cobit é focado em negócios, orientado a processos, baseado em controles e direcionado por métricas. Ou seja, a partir do foco em negócios serve para fornecer informações que a organização necessita para conseguir atingir seus objetivos, e por meio deles obter os recursos de TI que serão gerenciados por um conjunto de processos naturalmente grupados.

Para atingir o que se deseja, o Cobit tem uma série de requerimentos de informações:

Eficácia (Effectiveness) – refere-se às informações que são relevantes ao negócio e que devem ser entregues de maneira correta, oportuna, consistente e utilizável;

Eficiência (Efficiency) – diz respeito à provisão de informação através do uso ótimo (porém produtivo e econômico) dos recursos;

Confidencialidade (Confidentiality) – alude à proteção de informação sensível contra a revelação não autorizada;

Integridade (Integrity) – se destina à exatidão e integridade da informação, assim como sua validade, em concordância com valores e expectativas do negócio.

Disponibilidade (Availability) – refere-se à informação disponibilizada quando requerida pelos processos de negócio agora e no futuro e abrange, também, a salvaguarda dos recursos;

Conformidade (Compliance) – tem relação com o cumprimento de leis, acordos contratuais e regulamentações a que estão sujeitos os processos de negócio;

Confiabilidade (Reliability) – faz referência à provisão de informação apropriada à alta gerência para operar a entidade e para exercer suas responsabilidades fiduciárias e de governança.
Estes mesmos requerimentos podem ser agrupados da seguinte forma:

Requerimentos de Qualidade:
• Qualidade (Eficácia);
• Entrega (Eficácia);
• Custo (Eficiência).
Requerimentos de Segurança:
• Confidencialidade (Confidencialidade);
• Integridade (Integridade);
• Disponibilidade (Disponibilidade).
Requerimentos Fiduciários (COSO Report):
• Eficácia e Eficiência das operações (Eficácia e Eficiência);
• Conformidade com leis e regulamentos (Conformidade);
• Confiabilidade dos relatórios financeiros (Confiabilidade).

Outras informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cobit

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dezembro 1, 2008

O Rádio e a Comunicação

novembro 27, 2008

Havia sete pessoas naquela casa. Era uma família moderna. Certo dia uma visita ligou o rádio e sintonizou numa estação que só tocava música clássica. Ninguém no lugar gostava desse tipo de sonoridade. Aquele lar se tornou mais calmo, sereno e inteligente. Todos tinham vergonha de desligar ou mudar para outra música. Os sete ignoravam totalmente quem teria ligado e colocado aquele som, mas nenhum se pronunciava. Era um veículo de comunicação a toda e uma casa sem o mínimo de troca.

Formas Redondas

novembro 21, 2008

Estão acabando com os arredondados. Cada vez mais quadrados e arestas. Valores não completos. Olho para um lado, um quadrado, do outro um retângulo. Nos morros predominam um emaranhado de cubos ou formatos sólidos de prismas, paralelepípedos. Por isso tantos gostam de Niemeyer e Di Cavalcanti e suas redondas e curvilíneas linhas. Mundo mais feliz: caminhar e passear pelas sinuosas trilhas.

A conquista

novembro 21, 2008

Suave, maliciosa, esperta, à espreita. Aparece num olhar. Na vibração dos corações. Audaciosa e perspicaz atua sob instinto e se anuncia em gestos, fixações e sombras. Fica escondida, mas ressurge quando da presença da vítima.

Caçadores desleais pegam no ponto mais fraco dos seres. Criam um clima de taquicardias, inseguranças e medos. Em seu ambiente permanecem mais fortes, mas atacam em qualquer lugar. De maneira às vezes atabalhoada avançam com o sentimento que os toma. Se o conquistado está frágil então já o tem. Num segundo, e, estão tomados em desejos. Calores, tesões, vibrações, sangue quente pelas veias. Na pele, o calor emanado, suores, feromônios, atraem suas presas, que agora à deriva caminham, sem pensar, só seguindo o momento. Criaturas. Homem e mulher no fundo são animais. Conquistadores e conquistados.

Ponto de Natal

novembro 19, 2008

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Mais um ponto.
Contar mais um ponto. Um ponto a favor.
A favor da solidariedade. Em favor da paz. Contra a pobreza.
Em benefício do bem estar.
Para melhorar a vida. Aliviar os sofrimentos. Ajudar o amor.

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Ponto de Natal.
O melhor ponto de Natal para um melhor conto de Natal.
Dentro de cada coração.
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Ponto.