Archive for junho \28\UTC 2007

Comunique-se – Vale a pena ler de novo

junho 28, 2007

Pencil 1 - Hong Kyong Tack
Hoje, 28 de junho foi publicado, o texto: “No mar da tranqüilidade” no site Comunique-se, seção Literário.

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Perfeitos um para o outro – Parte I

junho 27, 2007

Motel Window - John Barnes Dobbs
Na penumbra, abraçados, se avistavam no espelho do teto. O casal de médicos, conhecidos de longa data, estava esgotado. Fora uma intensa e às vezes selvagem união completa dos corpos que sempre os deixava felizes, com ares de paixão, carinho e amor. Nesse momento admiravam um ao outro refletidos e as carícias aconteciam suaves. Encaixados, ainda suavam com o calor de alguns minutos de intensa troca de beijos, abraços e movimentos libidinosos. Mais que a felicidade do momento eles percebiam o quanto se gostavam e como o ato entre os dois era perfeito. Fazia pouco mais de um mês que se aventuraram em suas primeiras experiências buliçosas e já se encontravam muito bem na cama. Como jamais havia se visto.

Sangue sempre quente

junho 27, 2007

Passion - Lucien Lévy-Dhurmer
Pele quente
Paixão

Sangro
Sangro
Sangro

Amo
Amo
Amo

Sangra
Arde
Aperta
Rasga

Amo
Enlouqueço
Penso

Dói….

AMOR!

Metallica – "Pulsando"

junho 25, 2007

The Musician - Violet Miller - 1906
Eu esperei por toda a minha vida
Por você
Eu cavalgo a sujeira, eu cavalgo a maré
Por você
Eu procuro do lado de fora, procuro dentro
Por você
Para ter de volta o que você tomou
Eu sei que sempre vou ser
aquele que procura

Eu esperei por toda a minha vida

Despedaçado
Eu estou despedaçado
Quanto mais eu procuro maior minha necessidade
Por você
Quanto mais eu faço feliz mais eu sangro
Por você
Você me faz esmagar o relógio e sentir
Eu preferia morrer atrás do tempo
O tempo nunca esteve de meu lado
Eu te esperei por toda a minha vida

Me escute
Se eu fechar minha mente no medo
Por favor mantenha aberta
Me olhe
E se minha face se torna sincera

Cuidado
Me abrace

E quando eu começar a me despedaçar
Junte meus pedaços

Salve-me

E quando você me olhar empertigado
Me faça lembrar do que me fez chorar

Nunca te pedi
Mas sempre te dei
Ontem me deu um vazio
E agora me levou a minha sepultura
Nunca te pedi mas sempre te dei
Ontem me deu um vazio

E agora me leve a minha sepultura
Então deixe este coração parar

Deixe seu coração ir
Deixe nosso amor crescer
Amor deixe seu coração ir
Ou deixe este coração parar
Eu preciso de seus braços para me acolher

Músicas: The Outlaw Torn e Mama Said do grupo Metallica – adaptadas

O que é uma crônica?

junho 22, 2007

Tramway - Jean Pougny
Faz muito tempo que tropeço nessa pergunta no momento de classificar um texto. Normalmente fico confuso e tendo a ter dúvidas se o que acabei de escrever é um conto ou uma crônica. Aliás, acho que essa baralhada é mais comum do que se imagina. Navegando pela Internet, notei algumas crônicas com cara de conto e vice-versa.
Depois de me afundar em livros, enciclopédias e links na Web me atrevo a dar uma definição sucinta do que vem a ser uma crônica:

Reflexão a respeito de fatos cotidianos, no qual se incluem doses de sarcasmo e inventividade na percepção dos acontecimentos.

Ou seja, se não se encaixar nisso há uma grande chance de ser um conto.

Outras idéias a respeito:
– Compilação de fatos históricos refletindo, com argúcia e oportunismo, a vida social, a política, os costumes, o cotidiano etc. do seu tempo em livros, jornais e folhetins.

– Artigo de jornal que, em vez de relatar ou comentar acontecimentos do dia, oferece reflexões sobre literatura, teatro, política, acidentes, crimes e processos, e sobre os pequenos fatos da vida cotidiana, enfim, sobre todos os assuntos.

– Coluna de periódicos, assinada, com notícias, comentários, algumas vezes críticos e polêmicos, em torno de atividades culturais (literatura, teatro, cinema etc.), de política, economia, divulgação científica, desportos etc., atualmente tb. abrangendo um noticiário social e mundano

– Relato curto, em primeira pessoa, que narra uma experiência comum, cotidiana e dela tenta extrair alguma conclusão mais ou menos explícita, quase sempre de caráter lírico

– Noticiário a respeito de fatos atuais

– Matérias predominantes da crítica de costumes, a crítica política e social, onde o cronista, em algumas ocasiões, assume o lado das classes menos favorecidas.

– Texto literário breve, em geral narrativo, de trama quase sempre pouco definida e motivos, na maior parte, extraídos do cotidiano imediato

– Seção de um jornal em que são comentados os fatos, as notícias do dia: crônica política, teatral.

– Gênero literário que consiste na apreciação pessoal dos fatos da vida cotidiana.

Fontes:
– HOUAISS, Koogan. Enciclopédia Eletrônica Koogan Houaiss
– BARBOSA, Gustavo. Dicionário de Comunicação. Rio de Janeiro: Campus
– CUNHA, L. Nas páginas do tempo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. p. 14.
– HOUAISS, Koogan. Dicionário Koogan Houaiss. Editora Objetiva
– Jornal (in)formação e ação
Cecília Pavani (Org) – Editora Papirus
http://www.correioescola.com.br/2003/06/04/materia_ces_64549.shtm
– Café Impresso
http://www.cafeimpresso.com.br/Cronicas/2005/050404.htm
-Sá, Jorge de. A Crônica – Editora Ática – 94 págs – 1997
http://www.webwritersbrasil.com.br/detalhe.asp?numero=193
http://www.webwritersbrasil.com.br/arte_croni.asp
– Regina Célia
http://regina.celia.nom.br/lit.1.3histcronica.1.htm

Sangrento

junho 22, 2007

Me and Bruce Lee and another famous yet un-nameable man - Angela Dufresne
Avistava o paredão incólume.
Mal havia espaço para o céu.
As luzes desviavam para não se chocar.
Lá embaixo o mar borbulhava.

Criaturas noturnas povoavam
O lugar entre as penumbras.
Uma ponte se alçava em arco.
Carros e seus faróis passavam
E iluminavam a estrada seca.

Bambus atraíam morcegos sangrentos.
Uma ruela e um riacho se encontravam
Ali, por onde meu amor passou sozinha.
Suas carnes estavam agora espalhadas
Pelo chão de terra, frio e sem emoção.

Um lobo a atacara até ela desfalecer.
Depois separou suas juntas e pele.
Seu sangue ainda escorria quente
Correndo para as pedras mais adiante
Um manto foi colocado e uma reza feita.
Ali jaz a prima-dona ruiva de voz grave
Suas roupas espalhadas davam a noção
Da batalha que ali acontecera, fugaz.

Comunique-se

junho 21, 2007

Space & Space/Sketchbook and Pencil - Susumu Endo
No dia 21 de junho foi publicado, o texto: “Dois elevadores” no site Comunique-se, seção Literário.

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Devaneios

junho 21, 2007

In My Dreams - Orlando
Conheci-te numa beira de estrada
rodopiando seu vestido azul.

Seus olhos igualmente azuis me mostravam
o mar que nunca tinha visto.

As águas bravias buscavam
brechas entre as rochas.

Ao fundo se ouvia o trovão e o relâmpago
iluminando a noite celeste.

Queria-te naquele momento
para encher meu coração de ternuras.

Perdido em meio ao nada
de sentimentos e imagens belas.

que só você as poderia trazer
para mim de maneira serena.

As montanhas eram sombras
e as árvores fantasmas.

povoavam meus medos mais
secretos de infância.

A areia se via ao longe dando
um contorno suave à paisagem.

Suas longas madeixas louras,
lisas e brilhantes me ofuscavam.

nos meus mais loucos desejos
de tocá-las e carregá-las.

contra o meu rosto já marcado
pelo duro modo do ser selvagem.

Suas formas desenhavam silhuetas
na parede e no chão.

As curvas se delineavam de forma
abrupta na cintura e quadril.

Todas elas criavam em minha
mente mensagens subliminares.

Das que não se esquecem nem em
todas as vidas que nos vêm.

Escravo

junho 19, 2007

Rapture - Robert Mellor
Sou seu escravo. Do que precisares estarei a seu dispor. Se careceres ouvir palavras carinhosas te direi sem que peça. Se necessitares de um ombro amigo para chorar te darei os meus. Querendo proteção, já te abrigo em meus braços. Desejosa de beijos, milhares serão dados. Abraços? Os mais intensos possíveis.

Por quê? Porque não resisto a você.

Se estiveres ardente em excitação te farei mulher, doce e forte no ato. De companhias para as compras, serei seu melhor acompanhante. Se precisares falar, esbravejar contra tudo, os ouvidos estarão pacientemente a postos. Diante de dúvidas e inquietações terá o melhor psicanalista.

Por quê? Porque não consigo ficar sem você.

Se sentires culpada após a sobremesa te falarei que não precisas se preocupar porque és linda. Se cansada após um dia duro de trabalho, massagearei suas costas e te farei relaxar.

Mas, se gostas de um homem mandão e que te faça submissa o terá com todo o vigor. Se quiseres alguém dominador, já o tem. Se tiveres vontades inconfessáveis que as diga, pois que serão escutadas e realizadas. Se com medo, serei seu maior protetor.

Por quê? Porque tentei te afastar de mim, mas desisti, pois você assaltou meu coração.

Você é o último amor da minha vida.

Simplicidade

junho 17, 2007

Surf - Frank Harmon Myers
Ir ao museu e ficar abraçado admirando as obras de arte.
Surpreender sua amada com um buquê de rosas.
Andar despreocupado por um parque e comer um cachorro quente saboroso.
Elaborar planos de viagem.
Se enroscar deitados e nus.
Ouvir uma música de marcha calma ao som de violinos.
Ler uma poesia.
Parar por uns segundos e trocar olhares de carinho.
Admirar o movimento das ondas no entardecer.
Ir ao cinema e namorar.
Tomar uma água de coco à beira-mar em meio a conversas românticas.
Escrever uma mensagem que transmita emoções.
Caminhar pela orla e compartilhar a presença de uma criança alegre.
Ter uma tarde de intensos amores.
Almoçar juntinhos e dar-lhe um morango na boca.
Dar as mãos e puxar seu amor para um abraço repentino.
Tirar fotos de súbito de sorrisos espontâneos.
Fazer uma massagem.
Imaginar um café-da-manhã numa ilha.

É tão fácil ser feliz, para quê complicar?