Archive for julho \30\UTC 2007

À espera da amada

julho 30, 2007

Christopher Blossom - Waiting for the tide
Como é belo o mar e o céu. Mais bonitas são suas formas e brilhos por entre as calçadas no velho Centro. Seu andar transporta a gentileza com que a natureza te fez em harmonia. E nos leves passos de princesa por onde passa seu perfume causa desvairo. Traz as antigas sensações de doçura e lascívia do teu corpo. Fico a te esperar do outro lado, noutro bairro na vontade de seus beijos e quadris. Para no dia seguinte te abraçar e meter em nosso cantinho. Alisar sua pele e suas sinuosidades. Possuir-te em fogo e suor. E logo em seguida ter te abrigada no meu peito em suspiros. E os olhares nos espelhos se encontrando…

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Caminhando

julho 27, 2007

Walking the Dog - George Phillips
Num certo dia quero te encontrar meio que por acaso num parque florido
Andando despreocupada com as mãos soltas acariciando as plantas
Avistando-te ao longe meu coração irá palpitar
Sempre coberto de carinhos e com as saudades que só nós entendemos

Na verdade, pode ser um dia de primavera ou mesmo de outono
Pois, se não houver flores, já terei você desabrochada para uma nova vida
Se folhas se espalharem pelo chão, o barulho do pisar sobre elas será música para mim
E as árvores ora tenebrosas pelo seu aspecto aparente de sem vida virarão testemunhas do nosso amor

Depois quero te ver nua andando pelo meu quintal, despida de preconceitos
Pronta para um afago e recosto na grama ao meu lado
Para mais tarde nos cobrirmos de beijos e amores
Mesmo que gélido estiver o dia, não sentirás frio, pois o calor do meu corpo estará em ti.

À noite, andando pela casa, seja de shortinho e camiseta, de baby-doll ou de calcinha e blusinha
Serás sempre a tentação dos meus desejos, a imagem que traduzirá o meu sonho
Seus cabelos me trarão a harmonia do balançar dos corpos
Traduzirão no seu brilho o seu estado de felicidade, o de estarmos em amor eterno.

Divulgação

julho 26, 2007

Escritor angolano lança obra na Biblioteca Municipal de Jundiaí

Foto de Dorival Pinheiro
O prefeito Ary Fonsen ganhou uma obra especialmente autografada pelos autores

Contar a história luso-afro-brasileira a partir de relatos e documentários, compartilhando de reflexões para alcançar a sociedade em todos os seus níveis. Com esta proposta, foi lançado na noite de quinta-feira (12), na Biblioteca Pública Municipal Prof. Nelson Foot, o livro “Negro: Realidade, Proeminência e Reconsiderações“, do casal de escritores angolanos José A . Bastos Júnior e Silvia Bastos.

Estiveram presentes ao encontro, o prefeito Ary Fossen, a secretária municipal de Cultura, Penha Maria Camunhas Martins, a diretora da Biblioteca, Neizy Martins de Oliveira Cardoso, o presidente do Grupo Zama (Associação do Movimento Afro-Brasileiro), Jorge Reis Tarcísio e apreciadores da Literatura.

O livro é o primeiro de uma série de dez volumes; os textos fazem uma referência ao século XV, quando ocorreu o processo de ocidentalização mundial e o início da escravidão dos negros, liderada pelos portugueses. Para Jorge Reis, a obra é um importante subsídio para os educadores. “Existe hoje a lei n° 10.639 que torna obrigatória a inclusão da história da África e afro-brasileira no calendário escolar. Dessa forma, lançar uma obra como esta se faz necessária.”

O prefeito Ary Fossen recebeu dos autores uma obra especialmente autografada e destacou o caráter de religiosidade abordado. “Falta ao ser humano esta religiosidade que conduz à união, solidariedade para que todos convivam em harmonia e colham bons frutos, preparando um futuro promissor para todos. Basta encarar os desafios.”

Silvia Helena Ferraz Santos

Copiado do site da Prefeitura de Jundiaí

Notícia do Lançamento no Jornal Local

Clique na figura para ampliá-la

Sedução em Copacabana

julho 25, 2007

Mermaid Beckons - George Willoughby Maynard
Vinda da beira-mar reluziu uma sereia de sorriso esfuziante para iluminar meu caminho. Era março e lembro daquela jovem a me encantar e com as mãos a me puxar para a felicidade.

Ela

julho 25, 2007

Sunday - Johanna Harmon
Pequenina de olhares rasgados
Camisetinha preta e um jeans
Sem adereços, só um batom e
às vezes um colar lhe bastavam
Sorrisos e cigarro vez por outra
Boca comprida e fina rosácea
No caminhar alguns balanços e
vontade de passear

Pequenina de quadris largos
Seios médios, barriga lisa
Costas torneadas e curvas
Cintura pequena de encaixe

Resvalar de amores num canto
ou onde ele a levava
Beijos para sempre
Intermináveis
Gostosos
Mordiscadas

Sonhos
Um nascimento por vir
Uma loirinha bem branquinha
Olhos verdes
Sapequinha, teimosa e firme
Inteligente, esperta e geniosa
Realidade presente no ano seguinte

Cinco agora eram
Casa cheia
Repleta de alegria
O passado tenebroso se fora
Uma nova vida para os dois

Humberto

julho 25, 2007

Man with Pipe (L’Homme a la Pipe) - Vincent van Gogh - 1890
Beto é um homem muito inteligente, perspicaz e romântico. Às vezes ingênuo por acreditar muito nas pessoas. Com o decorrer dos anos se tornou desconfiado ao menor sinal de enganos e mentiras. No entanto, isso é facilmente contornado com uma boa dose de entrega e sinceridade da outra pessoa. Não gosta de joguinhos e prefere pessoas verdadeiras e sensíveis.

Numa noite, numa boate, Beto conheceu Mirna. Mirna era amiga de uma colega de academia. Ele a viu pela primeira vez ladeada por Renata e Elaine. Renata, linda, com um corpo de mexer com qualquer homem foi alvo de seu olhar primo naquela noite, mas ela estava desligada e parecia ter alguém. Elaine também muito bonita já era um pouco mais velha e um charme capaz de chamar a atenção de qualquer um que a olhasse. Mirna tinha um belo sorriso, não tão linda como as demais, mas igualmente interessante.

Concentrou-se em Mirna, a alvejava vendo-a como caçador. Buscou mais informações sobre aquela balzaquiana com Carlota. Estava sozinha, sem namorado, totalmente desimpedida. Beto estava num momento especial, tinha um bom emprego, acabara de um comprar um bom carro e vinha de uma conquista de causar inveja a muito homem. Essa mulher, no entanto era muito garota e ele não se dera muito bem com seus amigos. Sentira-se desconfortável com os papos. Muito imaturos para ele. Já estava em outro nível. E aquela menina tinha só 21 anos e ele 32. Não que a idade fosse problema, mas sua mente funcionava como se tivera quase 40, dado os relacionamentos que tivera antes. Quase sempre se relacionou com mulheres mais velhas que ele.

Voltemos a Mirna, sua boca alegre e a simpatia o encantaram. Em dado momento partiu com tudo. Tinha que ser naquela hora. Puxou-a para dançar e alguns minutos de troca de vistas tentou beijá-la. Ela quase resistiu, meio que embaraçada pela investida, mas ao mesmo tempo atraída por ele, beijou-o. Sem o deixar explorar toda, mais como algo entre um selinho e um beijo ardente.

Ele sempre fora de grandes paixões e investira muito em cada contato com as mulheres, as paparicava e as tratava como rainhas. Algumas vezes se dera mal com esse seu jeito. No entanto, Beto é um homem diferente de qualquer outro. Não é egoísta, é companheiro, gosta de ternuras e ao mesmo tempo se considera um tarado quando o assunto é sexo. Gosta muito da coisa, talvez por causa de sua vida sexual iniciada muito cedo.

Prefere tomar as rédeas da situação, que a mulher se doe ao máximo, pois tem certeza que tem equilíbrio suficiente para não desprezá-la ou parar com os mimos só porque já a conquistou. Para ele sua amada deve ser conquistada todos os dias, mas também é capaz de esfriar só porque a sua companhia o esnoba ou joga com seus sentimentos. Não gosta de sentir ameaças. Tem plena consciência que é um grande conquistador e por isso não se sente inseguro. Jamais traiu qualquer uma de suas namoradas, esse é outro ponto totalmente diferenciado de qualquer homem. Preza o que o outro sente e não quer ninguém magoado e triste principalmente por causa dele.

Mas, resgatando Mirna, ela foi sua parceira ideal por vários anos. Sua primeira noite foi estranha e pouco engraçada ou trágica, ele ainda não sabia ao certo. Passara o dia inteiro, um sábado, jogando futebol e fora se encontrar com ela. Lá pelas nove horas da noite, havia ficado na peleja por mais de sete horas seguidas. Era incansável. Um atleta. Pois, bem, foi sem nenhuma pretensão se encontrar com Mirna em sua casa. Era um dia chuvoso, aliás, chovia muito. Ela morava com a irmã e mãe, mas naquele dia em função do forte aguaceiro, estava sozinha e decidiu então doar-se. Em um dado momento começou a tirar a roupa em meio a uma penumbra. Ele adorou, fitou-a com desejo, mas não à primeira vista não gostou muito do que viu. Não a achou muito atraente, mas gostava muito dela. Ela despertava uma leve atração, o suficiente para aquele garanhão querer cobri-la. Como ainda estava sobre os efeitos alucinógenos proveniente do próprio organismo em função da enorme atividade esportiva, demorou muito a ter uma ereção. Somente lá pelas onze da noite conseguiu finalmente ter uma relação com ela. Não fora grandes coisas, não se conheciam muito e aquele comecinho o deixara muito tenso. Desde lá, criou uma espécie de bloqueio em relação aos primeiros encontros com mulheres. Era vigoroso na cama e tinha energia de sobra, mas a maioria das primeiras investidas passaram a ser duvidosas. Depois de um tempo, pouco tempo, diga-se de passagem, suas relações entravam no eixo e agradava em cheio a qualquer mulher que fosse. Ao longo de sua vida, despertou muitas paixões nas mulheres, arrebatadoras seria o mais certo. Suas mulheres nunca mais o esqueceriam.

Alguns anos depois, diante de uma relação tranqüila que o agradava em cheio, sem sobressaltos. Com poucas brigas entre os dois, afinal ele não era dado às discussões e tão pouco um ou outro davam margem as mesmas, se separaram porque o desejo se esvaiu. Não porque ele ou ela deixassem de gostar um do outro, mas porque ela passou a fugir de suas tentativas durante a noite ou madrugada. Ela como forma de sair da situação criara ou tentava fazer uma programação que os ocupasse todas as noites com encontros com amigos ou festas. Isso o deixou cada vez mais chateado. Tinha tesão por ela e queria mais contato com Mirna. Ela era do tipo caladona na cama, não pedia muito e não o ajudava a buscar tanto o seu prazer – erro maior da maioria das mulheres: esconderem suas fantasias e desejos e até posições preferidas. Mesmo assim ele tinha certeza que a fazia gozar. Talvez o ritmo que ainda permanecia nele não mais conseguia se manter nela, tanto é que ela vivia com sono enquanto ele sempre se sentia inteiro. Poucos diálogos a respeito foram efetuados até que em dado momento ele começou a sentir mais atraído por outras mulheres. Não tinha o que lhe cabia em casa. Como Beto é realmente um macho distante dos outros, fugiu da traição e deu-lhe um ultimato: “precisamos de mais tempo sozinhos!”. Ela disse que iria mudar, mas daqui a uma semana nada mudou. Então, ele saturado por meses de tentativas de alterar o panorama se coube a terminar o relacionamento que era de vários anos. Terminou num dia oito do mês corrente e já em 22 estava arrastando asas por outra, não por insensibilidade, mais por simples atração – que se apagara no romance anterior. Fora também o destino que o colocara agora diante daquela loira estonteante conhecida alguns meses atrás. Fora uma empatia, mas sem nada mais do que isso por causa de sua posição sempre fiel. Beto seria um bom exemplo?

julho 22, 2007

Elaine De Kooning House & Studio (Sunroom View) - Elaine de Kooning
Onde você está? Inda sinto o seu cheiro, sua tez, o acariciar das suas pequeninas mãos pelo meu corpo, no meu sexo. E o gosto dos beijos suaves e ardentes. Os cabelos lisos se debruçando pelo meu rosto no ato ou simplesmente recostados no meu peito. O sabor da sua vagina na ponta de minha língua. As paredes de sua vulva acolhendo e abraçando com força meu falo. Saudades dos seus olhos bem abertos me olhando, reparando ou às vezes fechados procurando sentir-me mais e mais. Onde está você?

Que meu pensamento voe até aí e te traga carinho e bem-querer. Que te busque, transmita desejo e esperança renovada para seu dia. Forças e idéias. Fortaleça-as, solidifique-as. Quanto carinho e tesão tenho por você! Querida, aqui longe tudo fica mais triste sem a sua presença. Cuide-se. Preserve seu lindo sorriso. Chame a alegria. Pense em mim, pois logo-logo estarei contigo. E como sempre te trazendo toda a minha felicidade, a vontade de estar em sua companhia. Alegrias facilmente percebidas nos meus olhos ao te avistar. E depois vem tudo aquilo que sabemos: os abraços quentes – que também esquentam a alma – os beijos e… Por onde anda você? Queria-a aqui, apoiá-la em minhas mãos e no meu imenso amar.

Comunique-se

julho 22, 2007

Book - Richard Artschwager
Anteontem, 20 de junho foi publicado, o texto: “Olhos Verdes” no site Comunique-se, seção Literário.

Para acessar diretamente o texto* clique aqui

Ou então, veja-o aqui no próprio blog

É o sétimo texto do autor publicado no site.

* necessita de cadastro no site

O Toque

julho 21, 2007

Blue Hands I - X - Daniele Buetti
Ainda sinto os dedos longos e rígidos a deslizarem entre os meus.

Envolvendo minha pequena mão. Encaixe perfeito! Intensa surpresa!

As palmas colando-se imanizadas pelo desejo.

Mãos que se buscavam, feito peças de quebra-cabeça já perdidas e esquecidas pelo tempo. Não mais duas, ímpar!

Energia gerada, aquecimento veloz, uma corrente 220v de pura sensualidade.

Dedos que se aninhavam e se possuíam. O todo espalhando radiação, nas veias, percorrendo o corpo, apossando-se d’alma e instalando-se definitivamente nas entranhas.

Transe total! Delírios sensoriais jamais imaginados.

Sabendo-se o final, nada mais importava! Nem mesmo o resvalar ousado no pescoço, este arrogante ponto erógeno com dificuldade se fez presente por um breve e ínfimo momento, sendo-o permitido para não se esvair o encantamento.

O resto? Andar, falar, ver, ouvir….

Nada me lembro! Somente meu coração acelerado e cérebro paralisado!

Eu, em êxtase frenético e furtivo, em derradeiro caos…

Ela

Quem ama, cuida

julho 19, 2007