Archive for setembro \26\UTC 2007

O poeta e a poetisa

setembro 26, 2007

Um poeta e uma poetisa, que mais lírico e lindo amor poderia existir?

De desejos e afetos,
Ternuras e lençóis,
Vontades e beijos,
Abraços e olhares

Te quero e te tenho para sempre,
Em meu coração e junto ao meu corpo
Para que as noites sejam mais felizes
Para que os dias façam sentido.

Anúncios

Sonhos na noite, à meia luz

setembro 21, 2007

Se olvidas ó meu amor
Do reluzente esplendor
No que mais acreditas
Senão no meu amor?

Fundas o terço no peito
Paras no parapeito
Na janela acendes
Aqui me estendes

Na cama paro, olha
Pernas nuas e toalha
Dobra do joelho
Aqui em vermelho

Vem gata, me arranha
Lábios e me abocanha
Puxa uma cigarrilha
Pecado e panturilha

Amor no segundo tempo

setembro 21, 2007

Dream No. 2 - Zhang Fazhi

Foi amor à primeira vista.
Mas, com um detalhe importante: no segundo tempo.
Após um primeiro instante da minha vida.
Não no momento ideal, mas no que tinha que ser.
Se a conjectura do espaço-tempo não era a perfeita, a concluída, tudo o mais foi.
E tem sido a favor.
Uma energia espiritual e corporal entre dois seres de causar inveja.
Coincidências enormes.
Gostos idênticos.
Dos detalhes, como a bala que mais gostamos.
E a força e os fatos.
Tudo tem se encaixado.
Ajustado.
O que fora uma situação complicada se transforma em sonho.
Realizações.
Flui de maneira que só Ele poderia arquitetar.
União perfeita. Nos espelhos se mostra a dos corpos.
Nos corações, a da alma.
Todos os dias agradecemos e de volta trazemos a fê-lê-cidade.
Queremos o bem para todos.
Amorosas criaturas.

Meu Néctar

setembro 19, 2007

Quero dar felicidade
Amar teu ser
Na minha idade
Que bom ter…

Sonhar teu sonho
Amar teu amor
Coração eu ponho
Com todo ardor

Momentos de agora
De intensa paixão
Lembranças de outrora
Do teu coração

Na busca incessante
De tanto querer
À esperança radiante
De a vida trazer

Viver é amar
Aprender a doar
O amor encontrar
Milagre no ar

Eu não vou sofrer
Por te querer
Entrego meu ser
É viver ou morrer

Ela

Reverências

setembro 18, 2007

O vento se curva para você passar
O Sol brilha concorrendo com seus sorrisos
O mar banha o litoral tornando-o puro como tu és
Os pássaros cantam inspirados em sua voz
As árvores respiram seu odor
Os bichos procuram abrigo em seus braços
As crianças buscam em ti a ingenuidade
As brisas vêm te refrescar
E o suor a ti contemplar

Os maus pensamentos sucumbem diante de sua bondade

Se queres um mundo perfeito, já o tens
Tens o envolto em você
Muitos se aproximam da sua estrela
mas só conseguem permanecer à sua volta
quem de fato pode te dar amor e carinho
verdadeiros

Para alguns pode parecer piegas ou exagero essas
linhas mal escritas mas eles não sabem o tamanho
do carinho, amor e desejo que tenho por ti, por isso
pouco me importo

Está aqui um pequeno rascunho – de poucos minutos – a dialogar com
o computador e pensando em ti, meu amor.

Agora

setembro 18, 2007

Quero te inundar de beijos
Sentir teu corpo
Abraçá-lo e sentir te junto a mim
Num abraço apertado perder a noção de tempo
Puxar os sentimentos mais fugidios para dentro do meu ser
Captar as boas vibrações vindas dos céus
Transmitir a ternura dos deuses
Passar o que há de melhor no mundo para você
Poder no amor te dar a alegria mais completa
Fazer-te a mais feliz das criaturas
Tudo e agora!
E sempre!

Ferótica

setembro 13, 2007

Faz de mim gato, gata
Afaga e morde, e arranha
Vem aqui se arreganha
Lambe e alisa beata

Abocanha e delicia
Depois me pede: enfia
Mexe e remexe muda
Tira essa bermuda

Te meto e ponteio
Sangue doce ferve
E te despenteio

És minha verve
Abraço e aperto
Nua, a descoberto

Fê – VI

setembro 13, 2007

Que fazes tão longe de mim?
Espero-te num pulsar sem fim
As nuvens se juntam aqui e ali
E eu continuo a pensar em ti

Se pensas que não é verdade
Juro por tudo está em volta
Mesmo, sem nenhuma vaidade
Do coração você não se solta

Vem para cá, fica perto
Estou de peito aberto
Das flechadas já tomei

De seu amor sempre hei
Ficar ao lado abraçado
Mais feliz e soçobrado

Os dois

setembro 11, 2007

Deslizam
Esfregam
Rasgam
Enfeitam a noite com sorrisos e beijos
Correm para o amor
Enfeitiçam os transeuntes
Trazem felicidade e bom humor
Aplausos
Gracinhas
Piadas
Gracejos
Par romântico como pouco se vê na cidade
Transbordam viver
Agradam
Bonitos de ser ver
Beijos amorosos
Carinhos ternos
Apertos sensuais
Enamorados
Parecem que quase não vêem
Rodam em volta de si mesmos
Olham
Entreolham-se
Pensam no anoitecer
Acordam na manhã
Distraem-se
Risos
Bobagens
Alto astral
Querem o bem-querer
Dividiriam se possível fosse
Amigos e carinhos
Andam aqui e ali
Param só para ósculos
Frenéticos, agitados
Combinam-se
Saudades mesmo antes do desencontro
Coração amargurado na manhã
Felizes no dia seguinte
Vai o ciclo do amor

Elucubrações na Madrugada

setembro 11, 2007

Penumbras penetrantes vão pelo quarto adentro
Fingem-se sombras de corpos nus
O estandarte próximo à parede ilumina os arredores
Lá para o alto é possível ver as imagens
Inseridas em momentos êxtase
Estáticas descansam em poças
Vidros e plásticos nas estantes
Cortinas e fumaça na janela
A porta aberta
Pela greta passa um facho de luz
Olhares espremidos
Desejos soltos
Roupas pelo chão
Sapatos ao canto
Farpas de emoção
Cochicham como numa reunião
Sozinhos a se olhar
Alisam as pernas e braços
Avistam para ter certeza
Se entrelaçam, coxas realçadas
Bumbuns arrebitados
De repente puxam um lençol
O frio vem congelante para as costas molhadas
Abraçam-se, sorriem
Um instante de amor