Archive for the ‘Erotismo’ Category

É outono?

dezembro 4, 2008

Autumn - Marilyn Greenberg
Ao longe as verdes folhas caem. O verniz de cada uma refletido aos raios do Sol me lembra o brilho dos seus olhos sorridentes.
É inverno eu sei e meu coração anseia pelo calor do seu corpo. Quer o carinho de suas mãos e o aconchego do seu ventre.
Sou verão e te aqueço nos amplexos cinturados e nas cópulas vespertinas. Febril como nosso romance.
É primavera e nosso amor é um sonho. Desvairo de carinhos e desejos.

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Depoimento

junho 2, 2008

Fê,

em sua pele me pego em devaneios, deslizo minhas mãos pelas penugens das coxas para devagarinho teu sexo encontrar. Molhada, trôpega, tremendo em prazeres sinto seu corpo num toque meu. Arrepios dos pêlos das pontas dos dedos meus provocados. Assinto com o meu membro que rispidamente se endurece num contato com suas leves e pequeninas mãos. Me junto a você e de vontades nos conduzimos. Num ritmo lento e depois frenético e bem entoado. Penetro-te e seus olhos primeiro se reviram, depois se fecham para melhor sentir. Acendem dois brilhos verdes e os admiro e morro em êxtase e amor!

L.

Estarei

dezembro 20, 2007

Quando a manhã chegar
Estarei com a chaleira no fogo
A esquentar a água do nosso café

E depois o teu cor-po a de-cor-ar
Revirar e puxar

Rolar as curvas pelo lençol branco
E o triângulo a focalizar
Objeto do desejo
No carinho do desenho

Quando caminho pelos ares de Copacabana
Lá estou
Pensativo

Nos arredores não tem lugar que
Se visto não é lembrado
Cada momento!
Da felicidade nos instantes.
Intensos

Nas flores, o olhar do verde
A estar no rosto
No corpo, na camiseta
E na calcinha

Buscar sempre
Os teus beijos e você a suspirar
Nos amplexos apertados e no “um”
Querida, amada.

Encontro

novembro 10, 2007

Se falas das mãos, digo sobre a alma.
Das almas amorosas, empertigadas de amor
Criaturas de encontros na escuridão
Entregues, completas, sem temor

Dos toques e olhares ternos
Um mundo crível, o externo
Aqui tudo maravilhoso
Envolto em prazer, gozo!

No dormir um encantamento
Jamais sentido e percebido
Totalmente saídos do corpo
Sonhados momentos de vida

Criados na mente, realizados
Em tempos remotos, não! Já!
Venha cá
Venha me amar

Pureza

outubro 26, 2007

Quando te vejo entre os lençóis, o primeiro sentimento que vem é a ternura. Olho para teus cabelos e os acaricio. Sinto a energia ao tocar.

Fico absorto. Querendo o teu ser. Sentir tuas emoções. Transmitir amor.

Nas pernas deslizo minhas mãos. Subindo. Nas costas a cintura e o arrepiar do teu corpo. Mexendo contigo, um requebrar e um sorriso se mostram. Aquecem.

Pelas coxas vai caminhando meu olhar, percorre. Vai profundo o desejo. O tesão. Em ti vou me encostar. Sentes minha pele febril, se acomoda, encaixa.

Nas curvas que presencio a tua nudez, percebo a beleza da mulher que um dia vi menina. Nas rendas o charme da garota que seduz e chama para o amor. Mulher. Vontades. Menina. Carinho. Proteção. Mulher. Bem-querer!

Pureza.

Amor infinito

outubro 15, 2007

Qual a menina passeia
Navego sem ficar mareado
Do barco me granjeia
Alegre, me sinto amado

Ela vem por aí, vagueia
Mesmo no trabalho duro
O amor sempre semeia
Aqui e agora, no futuro

E até de noite exaurido
Remexo de lado e doutro
Sou sempre seu marido

Na cama me sinto outro
Aclimatado em pernas
De felicidades eternas

Scraps

outubro 7, 2007

Fez-se o amor num instante
Longarinas rascantes
no mar revolto
Tomo, e absolto

Foi-se chegando, tomando
espaço, se firmando
Repentinamente lá estava
Coração em punho ocultava

Sons Meireles, oitava
Violinos se escutava
Alma se abria
Momento se repartia

Vestido e fantasia
Amor, dedicação
Tudo nela queria
Veio meu furacão
—-
Uma poesia se aclama
Vêm de todos a quem ama
Busca no ser um sentimento
Forte e terno momento

Se acomoda no peito
Na intrépida Fortaleza
É largo amor, sem estreito
Na mais interior beleza
—-
Oh! Bálsamo encantado dos suores seus
Embala meus sonhos, me alivia
Nos corações a entrevia
Dos amores de Julietas e Romeus
—-
Encontro-te
Abraço-te, te elevo
as perninhas balançam no ar
O beijo vem forte e profundo
de saudades
Os lábios se expandem
A felicidade toma conta
Está nos rostos
Igual ao do “porta-retrato”
Os olhos brilham de Amor
Os corações apertadinhos da manhã
Mudam o compasso
Tocam ao som dos violinos
Depois vêm os tambores e
as guitarras estridentes
Para ao final voltar ao piano
Da ternura.
—-
Te quero muito mulher
Com todas as forças te quero
Compartilhar todos os momentos, te quero

Apertar-te, te quero
Abraçar-te, te quero
Beijar-te, te quero

Olhar-te, te quero

É muito bom ser amado por você.
E retribuir com o que há de melhor em mim,
meu amor.
—-
Entre suas pernas me entrego
No céu áureos coruscantes
Vejo estrela Vega mesmo cego
Sinto suas mãos e boca devorantes
—-
A busca do poeta

Em frente à mesa
O poeta em busca
Da rima, ele arranja
Não mais o ofusca

A palavra vem, sai
Some, é fugidia
Mas, não se esvai
Ela já está ali

Olha para ela
A sente, percebe
Nota sua aura
“Voa” pirabebe!
—-
Sonhos na Noite à Meia Luz

Se olvidas ó meu amor
Do reluzente esplendor
No que mais acreditas
Senão no meu amor?

Fundas o terço no peito
Paras no parapeito
Na janela acendes
Aqui me estendes

Na cama paro, olha
Pernas nuas e toalha
Dobra do joelho
Aqui em vermelho

Vem gata, me arranha
Lábios e me abocanha
Puxa uma cigarrilha
Pecado e panturilha
—-
Quando o Sol raiar
O seu brilho será mais intenso
E as raparigas se ofuscarão
As barcaças passearão
No Rio Tejo

O Minho estará aceso
Numa explosão de alegrias
As gurias te olharão
Como uma rainha
Que és e sempre serás
No meu coração
—-
Agora

Quero te inundar de beijos
Sentir teu corpo
Abraçá-lo e sentir te junto a mim
Num abraço apertado perder a noção de tempo
Puxar os sentimentos mais fugidios para dentro do meu ser
Captar as boas vibrações vindas dos céus
Transmitir a ternura dos deuses
Passar o que há de melhor no mundo para você
Poder no amor te dar a alegria mais completa
Fazer-te a mais feliz das criaturas
Tudo e agora!
E sempre!
—-

Sonhos na noite, à meia luz

setembro 21, 2007

Se olvidas ó meu amor
Do reluzente esplendor
No que mais acreditas
Senão no meu amor?

Fundas o terço no peito
Paras no parapeito
Na janela acendes
Aqui me estendes

Na cama paro, olha
Pernas nuas e toalha
Dobra do joelho
Aqui em vermelho

Vem gata, me arranha
Lábios e me abocanha
Puxa uma cigarrilha
Pecado e panturilha

Os dois

setembro 11, 2007

Deslizam
Esfregam
Rasgam
Enfeitam a noite com sorrisos e beijos
Correm para o amor
Enfeitiçam os transeuntes
Trazem felicidade e bom humor
Aplausos
Gracinhas
Piadas
Gracejos
Par romântico como pouco se vê na cidade
Transbordam viver
Agradam
Bonitos de ser ver
Beijos amorosos
Carinhos ternos
Apertos sensuais
Enamorados
Parecem que quase não vêem
Rodam em volta de si mesmos
Olham
Entreolham-se
Pensam no anoitecer
Acordam na manhã
Distraem-se
Risos
Bobagens
Alto astral
Querem o bem-querer
Dividiriam se possível fosse
Amigos e carinhos
Andam aqui e ali
Param só para ósculos
Frenéticos, agitados
Combinam-se
Saudades mesmo antes do desencontro
Coração amargurado na manhã
Felizes no dia seguinte
Vai o ciclo do amor

Elucubrações na Madrugada

setembro 11, 2007

Penumbras penetrantes vão pelo quarto adentro
Fingem-se sombras de corpos nus
O estandarte próximo à parede ilumina os arredores
Lá para o alto é possível ver as imagens
Inseridas em momentos êxtase
Estáticas descansam em poças
Vidros e plásticos nas estantes
Cortinas e fumaça na janela
A porta aberta
Pela greta passa um facho de luz
Olhares espremidos
Desejos soltos
Roupas pelo chão
Sapatos ao canto
Farpas de emoção
Cochicham como numa reunião
Sozinhos a se olhar
Alisam as pernas e braços
Avistam para ter certeza
Se entrelaçam, coxas realçadas
Bumbuns arrebitados
De repente puxam um lençol
O frio vem congelante para as costas molhadas
Abraçam-se, sorriem
Um instante de amor