Archive for the ‘Lirismo’ Category

É outono?

dezembro 4, 2008

Autumn - Marilyn Greenberg
Ao longe as verdes folhas caem. O verniz de cada uma refletido aos raios do Sol me lembra o brilho dos seus olhos sorridentes.
É inverno eu sei e meu coração anseia pelo calor do seu corpo. Quer o carinho de suas mãos e o aconchego do seu ventre.
Sou verão e te aqueço nos amplexos cinturados e nas cópulas vespertinas. Febril como nosso romance.
É primavera e nosso amor é um sonho. Desvairo de carinhos e desejos.

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United Colors

julho 8, 2008

Maria, menina doce, mas bravia. Em tons claros de pele se pronunciava. Nos pretos se vestia. Em minha mão adormecia.
Cintilava nos raios do dia. Aqui e ali em peito batia. Do roxo não gostava. Da morte ela o achava.
Criaturinha pequena e roliça. Do alto da janela pensava. O velho apartamento já soluçava. Até nas portas, as quebradiças.
Nos olhares brilhantes. O coração fervia e a pele. Carinho e desejo nele.Vinham dos corpos fumegantes.

No meu caminho

março 27, 2008

Fê, se no meu caminho encontro-te é sinal de felicidade.
E nos pequenos detalhes me apercebo do amor.
Olho-te profundamente e o verde está lá.
O mesmo que me aproximou dos olhares teus.

Onde o carinho e o desejo se encontram

fevereiro 23, 2008

Desde o primeiro instante que te avistei gostei do seu sorriso. Cativante e alegre adentrou pelo portão que eu mesmo fiz questão de abrir.
Recepcionei-te com igual largo sorriso.
Estava atrasada, mas com um brilho.
Começamos a conversar, nos conhecíamos ou não, mas o que importava, estávamos ali um diante do outro.
Entreolhamos-nos, quase que num prenúncio. Conversamos um pouco, tiramos mal tiradas fotos e rimos um pouco. O clima de reencontro nos aproximava. Sem amores, libertos, trocávamos papos sem compromisso.
Saímos do ambiente que nos levou ao encontro. Fomos a um bar, pedimos um chopp para soltar um pouco. Sem interesses primeiros e sem malícia fomos adiante por vários assuntos. Ficamos ali por seis horas e pareciam só quinze minutos!
Peguei sua mão, existia um amor, da infância meu e nascendo naquele instante em você. Seu corpo estremeceu, eu gostei do toque nas pequeninas mãos e queria repetir.
Foi o momento do início, do encontro entre carinhos e desejos, enfim chegávamos ao amor por tantas vezes procurado ao longo de nossas vidas!

História em forma de poesia

dezembro 20, 2007
“Ele mal enxerga através das lentes grossas de seus óculos, mas titubeia através do estúdio, à meia-luz do crepúsculo, passando pela janela que se abre para as macieiras em flor, curvando-se sobre a escrivaninha de madeira que guarda seus tesouros.”
 
Quem disse que a história não pode ter lirismo?
 
Trecho do Livro “Antes do Dilúvio” de Otto Friedrich, tradução de Valéria Rodrigues.

Grande Ilha

dezembro 18, 2007

Dos amores
Dos ventos
Dos pássaros
Das chuvas
E dos beijos esfuziantes

Nas trilhas caminhamos pelas matas, pelas grades das fugas impossíveis e dos mares verdes e azuis.

Dos pescadores, ondas, e mar bravio. Espirrando água para todos os lados. Arrepiando as peles transformando o belo em sublime.

Vertiginosamente lembrei
Do helicóptero a transpor a Lagoa

Lembranças do paraíso no êxtase.
Seis dias de aconchego e fricções.
Cabiam mais dois nos sonhos.

Encontro

novembro 10, 2007

Se falas das mãos, digo sobre a alma.
Das almas amorosas, empertigadas de amor
Criaturas de encontros na escuridão
Entregues, completas, sem temor

Dos toques e olhares ternos
Um mundo crível, o externo
Aqui tudo maravilhoso
Envolto em prazer, gozo!

No dormir um encantamento
Jamais sentido e percebido
Totalmente saídos do corpo
Sonhados momentos de vida

Criados na mente, realizados
Em tempos remotos, não! Já!
Venha cá
Venha me amar

Pureza

outubro 26, 2007

Quando te vejo entre os lençóis, o primeiro sentimento que vem é a ternura. Olho para teus cabelos e os acaricio. Sinto a energia ao tocar.

Fico absorto. Querendo o teu ser. Sentir tuas emoções. Transmitir amor.

Nas pernas deslizo minhas mãos. Subindo. Nas costas a cintura e o arrepiar do teu corpo. Mexendo contigo, um requebrar e um sorriso se mostram. Aquecem.

Pelas coxas vai caminhando meu olhar, percorre. Vai profundo o desejo. O tesão. Em ti vou me encostar. Sentes minha pele febril, se acomoda, encaixa.

Nas curvas que presencio a tua nudez, percebo a beleza da mulher que um dia vi menina. Nas rendas o charme da garota que seduz e chama para o amor. Mulher. Vontades. Menina. Carinho. Proteção. Mulher. Bem-querer!

Pureza.

Caminhos

outubro 23, 2007

Sentada nesta pedra eu estudo
Os caminhos que percorri
Percebo no meio de tudo
O último que eu escolhi

Já não tenho na lembrança
Quantas vezes me fez sorrir
Nos seus olhos há esperança
De um novo caminho seguir

Livre voa o meu sentir
Preso ao seu corpo viril
Não consigo mais mentir
Meu corpo delator é febril

Quantas vezes na demanda
Você, eu lhe fiz feliz?
No coração ninguém manda
Nós estamos por um triz!

O fim para nós não importa
O querer se faz presente
E junta estarei até morta
Amando-lhe eternamente

Ela

Torpedo de Cores

outubro 18, 2007

As cores do meu ser clamam por matizes
A pintar coisas em que a imaginação se devaneia.
Das mais intensas, os sentimentos mais belos.
Das brilhantes, o carinho no olhar.
E dos tons, o som do amor.