Posts Tagged ‘Amor’

É outono?

dezembro 4, 2008

Autumn - Marilyn Greenberg
Ao longe as verdes folhas caem. O verniz de cada uma refletido aos raios do Sol me lembra o brilho dos seus olhos sorridentes.
É inverno eu sei e meu coração anseia pelo calor do seu corpo. Quer o carinho de suas mãos e o aconchego do seu ventre.
Sou verão e te aqueço nos amplexos cinturados e nas cópulas vespertinas. Febril como nosso romance.
É primavera e nosso amor é um sonho. Desvairo de carinhos e desejos.

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Amo

abril 1, 2008

http://sempreontemehoje.blogspot.com/

Amo, porque gosto assim de ti
Sofro, pois desta forma amo
Quero-te nua, és meu colibri
Em teu ventre, venho, esparramo

Passear no jardim, melhor tocar
Meu corpo se junta ao teu fresco
Olho-te ao longe, vejo-te lá
Amor tão assim! Gigantesco!

Filho será presente divino
Vem sempre em nosso pensamento
Aqui, ali, versos setembrinos

Peço todos dias firmamento
Traga-me criança, minha, dela
O anjo vai sob minha tutela

Declaração

janeiro 8, 2008

http://sempreontemehoje.blogspot.com/

Nesse mundo, acredite, não há ninguém que queira mais o seu bem do que eu.
Apesar da minha individualidade não existe uma sombra de egoísmo que possa suplantar a vontade de te ver feliz
E que você não está mais sozinha, nem nunca mais estará, pois estou aqui, ali e acolá, sempre ao seu lado.
Nos momentos mais difíceis ao se deparar com o espelho verá sempre uma estrela. Ela acompanhará seus passos.

O segundo suspiro

janeiro 3, 2008

Criado, vivido, morto, fatigado

Na solidão, rondando a noite

Sem esperanças, ali acabado

Longe, a custas de açoite

Chegou o segundo Sol

Apagou as angústias, temor

Encobriu a tristeza bemol

De tons e sem sabor

Sem peles a tocar

E a quem suspirar

Perdido no quarto

Morto, da vida farto

De brisas a romaria

Felicidades nas fazendas

Primeiro de noite, rendas

A se estender ao dia

Finda a procura, Fê

Agraciado em colégio

Em galerias do CCBB

Eis o maior sortilégio

Diga-me meu bem

dezembro 21, 2007

Você sempre esteve nos meus sonhos

Logo que a toquei senti que era você

Venha meu amor me conte sua história

Venha e me tome como seu amor

Qual é a sua história?

Estou aqui sozinho te esperando

Fale-me de amor

Que eu quero você

E quando eu estiver triste

Venha me consolar

Eu preciso tanto de você

Esteja sempre ao meu lado

E vamos caminhar

Em direção ao infinito

Onde os amores se encontram

Lá seremos felizes para sempre

Desejo-te todos os segundos

Aquelas luzes verdes me conquistaram

Desde a nossa inocência que te imagino

Em meus braços

E seus cabelos escorrendo pelo meu peito

Onde você quer ir agora?

É tão difícil de encontrar um amor igual ao nosso

Eu sou o culpado por todo esse amor

Ele explodiu no meu coração

E agora num mundo novo

Com as gramas verdejantes

Vejo uma luz a nos procurar

Onde está aquele amor?

Ele está aprisionado em nossos corações

E precisa ser solto

Não é justo tão belo sentimento ficar preso

Ele precisa ser livre

Feliz e alegre

Para alegrar todos em volta e

Contagiar de amor a cidade

Deixar todos com sorrisos nos rostos

Venha meu bem me conte sua história

E me ame

Intensamente

Para sempre

Quem somos nós?

outubro 25, 2007

http://naslinhas.blogspot.com/

Alguns nos confundem com paixão, mas somos ternos, carinhosos e sólidos.
Somos afetuosos e sempre te olhamos de uma forma meiga, passando os melhores sentimentos e cuidados.
Envolvemos-te, encostamos em você, passamos pelos cabelos, pelo rosto, pelo corpo, suavemente. Às vezes causamos arrepios.
Mesmo diante das situações complicadas, somos acionados, aliás, nessas ocasiões é que comparecemos com mais força.
Diante da ansiedade, dos incômodos, a calma se faz presente. Somos complexos. Difíceis de encontrar.
Dá conforto, traz paz, harmonia e na verdade faz muito melhor a quem pratica do que ao outro.
Quem somos nós?
Somos todos o amor, temperados com a ternura, carinho, compreensão, paciência e respeito.

Cortando palavras

maio 6, 2007

Anton Olea - 1996
Amor é essencial
Envolva-a
Guie-me
Reúne-se alma e desejo, membro e vulva
Só alma?
Ela se expande
Um grito de orgasmo
Corpos entrelaçados
Fundidos
São dois em um
Integração no cosmo?
Chega-se aos astros?
Etérea, eterna?
No clitóris tudo se transforma
Onde se concentraram
A penetração rompe as nuvens
Varado de luz, o coito segue
Se espraia
Além da própria vida
Carne
Gozar
Gozando
Sons, arquejos, ais
Um espasmo
Morremos um no outro
Pausa nos sentidos
Estátuas vestidas de suor
Agradece-se
É o amor terrestre

Baseado na poesia: “Amor, pois que é palavra essencial” de “Carlos Drummond de Andrade”