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Sonho de criança

dezembro 12, 2008

Quando criança tinha um sonho, ter uma namorada, momentos felizes com ela, me divertir ser carinhoso e fazê-la me amar. Pensar que eu fora o único a poder torná-la feliz por toda a vida. Ver no sorriso dela uma vitória, um agradecimento a Deus por ter uma menina linda, maravilhosa e alegre perto de mim. Como ingênuo e inteligente eu era. Não sabia que aquilo era uma quase uma utopia e que havia muito mais a fazer. Como inteligente fora ao perceber a essência da felicidade em pequenos gestos e momentos.

Uma criança cheia de ideais, lindos, maravilhosos e que perduraram por toda a vida. Hoje um adulto maduro, às vezes imaturo, mas que sabe viver, às vezes não, mas que sabe o valor de cada ação de bem e preza profundamente por cada uma. Vivamos assim em harmonia como num coração jovem, como um sonho de criança. Para quê tantas desavenças, ganâncias, brigas, lutas, guerras? O que há de mais terno em uma alma de anjo?

 

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Amo

abril 1, 2008

http://sempreontemehoje.blogspot.com/

Amo, porque gosto assim de ti
Sofro, pois desta forma amo
Quero-te nua, és meu colibri
Em teu ventre, venho, esparramo

Passear no jardim, melhor tocar
Meu corpo se junta ao teu fresco
Olho-te ao longe, vejo-te lá
Amor tão assim! Gigantesco!

Filho será presente divino
Vem sempre em nosso pensamento
Aqui, ali, versos setembrinos

Peço todos dias firmamento
Traga-me criança, minha, dela
O anjo vai sob minha tutela

Acordei no meio da madrugada

maio 22, 2007

INSOMNIA FATALE - Robert Gligorov
Hoje acordei às duas da manhã. Porque eu não sabia ainda. Só sei que senti um solavanco. Um estremecer dentro de mim. Uma sensação insólita. Não foi nenhum barulho, não houve nenhum terremoto, nem mesmo alguma razão fisiológica. Acordei do nada. Olhei para o teto assustado. Caminhei até a janela. Nada vi. Nada acontecia lá fora. A noite era cheia. Raros carros passavam nas ruas. Pessoas também. Estava fria. Algo ainda me incomodava. Não sabia o quê. Um aperto no coração. Tentei dormir. Não consegui. Liguei a televisão. Desliguei a tevê. O estranhamento não arrefecia. Parei. O mundo parou. De tanto brigar na cama, cansei e finalmente adormeci. Você havia partido naquela noite. Um acidente aconteceu. Seu coração tinha parado e o meu por instantes também parou. Parou de pulsar de amor. Clamou pelos sentimentos. Brigou com o inevitável, não se conformou. Mais que a vida, aquela noite me levou a vontade de viver.